Em dezembro de 2025, publicamos o volume IV da Poesia de Teixeira de Pascoaes, edição de José Rui Teixeira.
Este projeto, com o apoio do Município de Amarante e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, apresentou em 2022 o volume I da Poesia em verso de Pascoaes e apresentará o volume V em 2026.
POESIA I: Sempre e Terra Proibida; Belo, À Minha Alma e À Ventura; Embriões, Cantigas para o Fado e para as «Fogueiras» do São João e Profecia. POESIA II: Vida Etérea, As Sombras e Senhora da Noite; Jesus e Pã e Para a Luz. POESIA III: Marânus e Regresso ao Paraíso. POESIA IV: O Doido e a Morte, Elegias, Miss Cavell, Cantos Indecisos, Londres, D. Carlos e Cânticos.
Introdução do volume IV:
Em 1912, tendo publicado Regresso ao Paraíso e O Espírito Lusitano ou o Saudosismo, Pascoaes escreve O Doido e a Morte e começa a escrever Elegias, livros impressos no ano seguinte, em fevereiro e junho, respetivamente – O Génio Português na sua Expressão Filosófica, Poética e Religiosa também é impresso em junho de 1913. Nos três anos seguintes, publica Verbo Escuro e A Era Lusíada [1914], Arte de Ser Português e Miss Cavell [1915], e A Beira num Relâmpago [1916].
Este é um período extraordinariamente fecundo da vida de Teixeira de Pascoaes que, em 1917, abandona a direção literária da revista A Águia. Em junho do ano seguinte, viaja à Catalunha, a convite de Eugenio d’Ors, para intervir nos Cursos Monográfics d’Alts Estudis i d’Intercanvi, no Institut d’Estudis Catalans – as conferências que Pascoaes aí pronunciou darão origem à edição de Os Poetas Lusíadas [1919].
A primeira metade década de 20 não será menos intensa nem menos fecunda. Em 1920, publica Elegia da Solidão e a tradução castelhana de Terra Proibida; em 1921, O Bailado e Cantos Indecisos – composições de 1897-1900 que abrem um volume com outras cinco partes: «Elegia da Solidão» [que aparece datada de 1903], «Elegia do Amor», «Senhora da Noite», «O Doido e a Morte» e «Elegias». Em 1922, ano em que morre o seu pai, Pascoaes publica os opúsculos Conferência e A Caridade, e a tradução castelhana de Regresso ao Paraíso; o opúsculo A Nossa Fome, em 1923; e, no ano seguinte, O Pobre Tolo e Elegia do Amor, editada por Guilherme de Faria que, em 1925, edita outros três livros de Pascoaes: uma antologia de Sonetos, Londres e o drama em verso D. Carlos. Ainda em 1925, é publicado Cânticos.
Este volume IV da Poesia de Teixeira de Pascoaes reedita dois livros de 1912, publicados em 1913: O Doido e a Morte e Elegias [de acordo com a sua 3.ª edição, que integra Elegia da Solidão, escrita em 1903 e publicada em 1920]. Reedita o poemeto Miss Cavell [publicado numa separata da revista A Águia, em 1915], Cantos Indecisos [publicação de 1921, que recupera e reescreve poemas de 1897-1900]; Londres [poemeto publicado pela primeira vez na revista Atlântida, em 1917], o drama em verso D. Carlos e Cânticos, ambos publicados em 1925.
Em relação à organização desses livros nas Obras Completas de 1929-1932: Pascoaes integra O Doido e a Morte [1913] no volume II, entre As Sombras [1907] e Senhora da Noite [1909]; Cantos Indecisos [1921] e Elegias [1913] aparecem no volume III, com Vida Etérea [1906] de permeio; Londres, D. Carlos e Cânticos [1925] não são integrados nessa edição de sete volumes [que, segundo o plano do autor, ficou incompleta].
Na edição das Obras Completas de Teixeira de Pascoaes, organizada por Jacinto do Prado Coelho [1965-1975]: Elegias e O Doido e a Morte aparecem no volume IV [1968], depois de Regresso ao Paraíso; Cantos Indecisos, Londres, D. Carlos e Cânticos [juntamente com a elegia satírica O Pobre Tolo] são reunidos no volume V [1969]; o poemeto Miss Cavell é integrado nos dispersos, no volume VI [1970].
