Rui Nunes

Rui Nunes

A escrita de Rui Nunes foi sempre uma urgência terminal, uma consciência de que o texto é um sintoma ansioso do suicida e talvez lhe justifique a respiração: «A escrita: o que resta de um suicídio não consumado». O texto é acontecimento controverso na visão de quem...
Entre a ínsula e a península

Entre a ínsula e a península

Entre as tendências iberistas da Geração de 70 e da Renascença Portuguesa [com Antero e Pascoaes, seus respetivos pontífices] e o apostolado hispanista de Sardinha, a ibericidade de Pessoa e o anti-iberismo metropolita de Mário Saa, encontramos densos novelos...
Díptico da prédica

Díptico da prédica

Com esta apoteose sem igual na poesia portuguesa, tal a ousadia da profanação e o seu poder de síntese, Valter Hugo Mãe encerra um díptico que de facto representa o ponto mais alto da sua poesia antes de se tornar o romancista consagrado que hoje conhecemos, em...
O poeta insone

O poeta insone

José Antonio Ramos Sucre nasceu no dia 9 de junho de 1890, em Cumaná, na Venezuela. Mudou-se para Caracas em 1910, onde conciliou como pôde distintas atividades: intérprete, tradutor, advogado, professor, diplomata… e poeta. A sua idiossincrasia e as circunstâncias da...
Os incêndios nos telhados

Os incêndios nos telhados

Entre os muito próximos de Jorge Melícias, há anos que circulava escondido um livro inédito que o poeta problematizava pelo macio de algumas passagens, certa condescendência com o gesto amoroso ou com a simples ânsia de prazer sem imediata imposição do golpe ou do...
Rui Nunes

O infinito trabalho da destruição

O que Rui Nunes faz é construir uma escrita que esteja à altura destes sítios de uma destruição sem fim, quase sem tempo [«uma dor tão antiga que não chegou a nascer»]. Que significa isto? Que é a própria escrita enquanto gesto que tem de se tornar consciente de si...