José Bruges

Mar 21, 2026 | Destaques, Notícias

José Bruges nasceu em Lisboa, no dia 6 de julho de 1899. Frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra. Fundou a revista integralista A Tradição e colaborou com inúmeras publicações periódicas, da lisboeta Contemporânea ao New-York Times. Entre os seus livros poesia, destacam-se: Da terra e do mar [1917], As minhas cantigas [1918], Versos fúteis [1920], Ophir [1921], Canções do longe e do perto [1922] e Memorial [1950]. Viveu em Nova Iorque e em Paris. Foi amigo de muitos poetas do seu tempo. Cecília Meireles escreveu-lhe [numa carta de 1949]: «A tristeza, afinal, é uma espécie de gato persa. Um luxo d’alma. Que só os que têm alma entendem. E mesmo assim nem sempre se podem consolar uns aos outros, pois V. sabe como os gatos são secretos, baudelairianos, introspetivos…». José Bruges suicidou-se em Tânger, onde exercia funções consulares, no dia 24 de abril de 1952. A sua morte é o frémito que pressente o epílogo simbólico do romantismo em Portugal, em dezembro desse mesmo ano, com a morte de Teixeira de Pascoaes. São de Alberto Monsaraz estas palavras: «Pobre e adorável José Bruges! Estamos ainda a vê-lo: alta, pendente, estilizada figura gótica. Um lírico lírio reclinado. Que rara compleição de artista, que bela e ingénua alma de criança!».

Em 2022, a Officium Lectionis reeditou Memorial, seguido de um epistolário de Cecília Meireles.

No dia 30 de março, às 18h30, na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, José Rui Teixeira pronunciará a conferência: Literatura memorial e arqueologia cultural: o caso de José Bruges.

Casa Comum | Reitoria da Universidade do Porto
Praça Gomes Teixeira [Porto] | ENTRADA LIVRE

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