Luís Soares Barbosa
Meu nome é ninguém

12,72 

alguns esperaram, atónitos, a floração
das pedras.

outros sucumbiram ao seu travo amargo.

outros ainda colheram dos dias
as horas destruídas
e depuseram-nas vazias
no limiar do corpo.

enquanto ruínas galgavam as veredas,
cidades e portos se despiam
de quanto em si tiveram,
incluindo um ínfimo
veio de ternura,
entre mãos sem nome.

de cada um, só sua noite resta.

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