Pedro Pereira
O lugar desabitado

13,78 

Em O lugar desabitado. Vergílio Ferreira e a angústia da existência em dissolução, Pedro Pereira reúne três ensaios: «De mãos vazias perante a morte – sobre o vazio de Deus em Vergílio Ferreira», «O silêncio de Deus em Aparição de Vergílio Ferreira e em Húmus de Raul Brandão» e «No limite do tempo – antinomias onto-existenciais em Alegria breve e Uma casa na escuridão».

Os três textos intentam uma complementaridade que possibilite uma analítica do existencialismo no seio da cultura literária portuguesa, mostrando a existência do homem como ser processual num jogo funambulesco em que se extrema a obrigatoriedade da construção do si-mesmo. Se, num certo sentido, como indica Kevin Aho, não há filosofia que não tenha um cunho existencialista, não haverá também literatura que não tenha contributo para a reflexão sobre o significado de se ser humano. Assim, procura-se analisar os trâmites da reflexão existencialista e a sua presença nas narrativas ficcionais de Vergílio, Brandão e Peixoto, salientando o seu contributo para a compreensão da liberdade extremada do ser humano (o ter-de-se-fazer existencial) no silêncio de Deus, de modo a permitir apurar as possibilidades de estabelecimento de um lugar de pertença, nesse lugar desabitado que é o lugar desse ser sempre nómada que é o homem.

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