José Ángel Cilleruelo
Pássaros extraviados

13,78 

As galerias interiores,
os corredores que se aprofundam, passagens
sinuosas, os pórticos
secretos. Labirinto.
A passagem que interroga
o percurso que o verso refaz a cada dia
na sua busca. Atravessa aposentos, cruza
salas vazias, abandona
os lugares
onde não estou para encontrar a arcada
desconhecida da noite,
colunas que sustentam um tecto
hipnótico.
Uma viagem sem mapa, território
fora dos trilhos,
ladeiras de uma montanha escura.
O verso que se procura a si
mesmo onde não está.

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