Maria de Lourdes Pereira
Só há beleza no que se diz

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Desde a perspectiva do leitor, o encontro com a obra de Valter Hugo Mãe supõe sempre um desafio desde as mais variadas perspectivas. Uma das mais relevantes é, certamente, o facto de a sua literatura nos colocar sobre esta dicotomia latente entre a consciência, ou o conhecimento, e o ignorado; uma dicotomia que nos alimenta e incita à construção de uma nova cosmogonia. Por um lado, a obra de Valter Hugo Mãe tem a capacidade de nutrir a nossa consciência cultural e civilizacional e, por outro, apresenta a capacidade de nos desassossegar e de nos arrastar para fora de uma postura comodista perante a vida, que só se concretizará se se verificar uma entrega plena do leitor ao texto, num exercício de confiança. Quando essa entrega se verifica, enquanto leitores, sentimos que os seus livros nos aju- dam a crescer, ao mesmo tempo que se tornam confidentes de excepção, com quem compartimos as nossas dúvidas, os nossos temores e a nossa intimidade.

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1.ª ed.: novembro 2021
160 x 235 mm | 120 pp.
ISBN 978-989-8029-99-7

Imagem da capa: Valter Hugo Mãe, estranheza de fogo [2020]

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