José Pedro Angélico
In illo tempore

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In illo tempore. Não se trata de um instante necessariamente perdido na noite dos tempos. Trata-se fundamentalmente daquela capacidade que os poetas têm de outorgar performatividade à estática da letra. Sempre que liturgicamente dizemos in illo tempore, estamos, melhor ou pior, a dar a espaço a que a narrativa ganhe força poética, recriadora. Por que não reconhecer à intuição e à criação poéticas esse lugar dinâmico e performativo da palavra, a um tempo elpídico e proléptico? Por que não lhes reconhecer essa intuição, que foi a de tantos, como a de Sophia de Mello Breyner Andresen: «Ressurgiremos ali onde as palavras/ São o nome das coisas».

REF: E2 Categorias: ,

1.ª ed.: novembro 2021
160 x 235 mm | 80 pp.
ISBN 978-989-8029-85-0

Imagem da capa: Georges de La Tour, La Madeleine à la veilleuse [c. 1640]
Estudo desenvolvido no âmbito da atividade da Cátedra Poesia e Transcendência – Sophia de Mello Breyner Andresen, da Universidade Católica Portuguesa [Porto].

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